quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ignorância, o mal maior da humanidade


Quando falo de ignorância, não estou falando literalmente de analfabetismo e nem de falta de cultura ou conhecimento, e sim de uma forma fechada e limitada de ver e refletir sobre as coisas, que logo se cristaliza e acaba se tornando em um preconceito ou fundamentalismo.

A ignorância, começa a partir do momento que um indivíduo ou um grupo, não sabem lhe dar com a experiência do próximo, seja ela de vida, comportamento, credo, ideologia ou qualquer outra coisa, pois sabemos, que as diferenças, são antropologicamente características peculiares do ser humano racional.

A ignorância, é uma forma de cegueira, pois não permite que aquele que se encontra em tal estado, perceba e enxergue o problema ou sua limitação de entendimento. A ignorância acaba levando o indivíduo a intolerância, e assim, as relações humanas vão ficando cada mais desequilibradas e tensas, a ponto de gerar ódio, rejeição, chegando ao ponto de aniquilamento moral ou vital do próximo.

Posso citar como um forte e emblemático exemplo da ignorância ao longo da história, o período da idade média, considerado como “a era das trevas”, onde toda forma de pensar e agir, era manipulada pela igreja, a intolerância era total, tudo aquilo que era formulado ou pensado fora dos moldes dogmáticos da igreja, era considerado heresia e pecado, e o indivíduo por pensar diferente, era levado para fogueira, sem nenhum direito qualquer de defesa. Ainda hoje, essa intolerância continua mais viva do que nunca, mas não apenas no contexto religioso, mas aquelas produzidas pelos meios de comunicação de massas, levando um número altíssimo de pessoas a uma total degeneração mental e alienatória.

O Mito da Caverna de Platão, ilustra bem a questão da ignorância, pois aqueles que estavam aprisionandos na caverna, viam apenas vultos e sombras de uma realidade, a imagem arquetípica do estado de ignorância, são as trevas, a escuridão. A ignorância é o contrário da filosofia, pois a filosofia, consiste no conhecimento, em uma forma de saber, enquanto a ignorância perece por si só.

O problema da ignorância, teologicamente falando, acompanha o homem desde os primórdios, não foi à toa que os sábios e profetas sempre exortaram a respeito da sabedoria, entendimento e conhecimento, como no livro do profeta Oséias (Os 4.6) “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”.

A humildade é o princípio de toda sabedoria, assim foi com o filósofo Sócrates, que demonstrou toda sua sabedoria na célebre frase: “Só sei que nada sei”. Para concluir, o ignorante, não é aquele que está alienado ou iletrado, é aquele que não reconhece, que não é totalmente suficiente e capaz para entender ou realizar todas as coisas, e que precisa sempre, a cada dia, aprender mais e mais, pois o saber nunca é demais.


Reflita nisso,

Kadu Santoro

4 comentários:

  1. É o "saber que nada sei", né Amigo? mas aquele que vem acompanhado de: "nada sei, mas quero saber"... "diz para mim o que você pensa"? "Eu quero pensar a respeito!" Quem sabe no seu pensamento haja um tesouro"??? É... eu quero saber de você... ou... com você!!!... rs... por aí, né??? Bem, é desse jeitinho que eu acho que a vida vale a pena!... bjs

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  2. O verdadeiro MESTRE, entende que será ETERNO ALUNO...
    Quando as paixões cedem a vez para a elegência do bom questionamento, do bom senso da construção do saber, fronteiras são transpostas e mundos criados. Que a cada embate intelectual morra um pouco mais da minha arrogância.

    Thomaz Campos

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  3. Totalmente de acordo finalmente achei alguma coisa aos moldes de meus raciocínios muito boa publicação!!

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  4. A pior coisa de um indivíduo, é a ignorância, é aquele que se opõe a razão, é injusto com tudo e com todos, não tem disciplina no querer aprender mais do que já sabe, é um desordenado mental, desconhece as leis de DEUS, se livra do bem de DEUS e do mal dos homens, só acha que ele é o certo naquilo que ele escolheu como verdade, não aceita do assunto inédito a síntese de uma verdade desconhecida nas culturas clandestinas diante da verdade de DEUS. Contudo, vivencia a mesmice das coisas velhas, e empoeiradas, que vem desde os primórdios tempos, cantadas e decantadas pelos criadores de opiniões, que até hoje ainda não deslumbraram a verdadeira VERDADE DE DEUS... (Edvaldo).

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