sábado, 1 de abril de 2017

Quais os benefícios da Cabala?


Por Kadu Santoro

Ultimamente, um número considerável de pessoas tem me perguntado a respeito dos benefícios que a Cabala pode nos oferecer. Para começar a responder sobre essa questão, é preciso deixar bem claro o que a Cabala não é, pois assim ficará mais fácil enumerar o que ela pode acrescentar em nossas vidas. A Cabala não é misticismo no sentido de coisas sobrenaturais e ocultismos (embora a tradição cabalística foi confiada à poucos iniciados ao longo da história, logo ficou oculta para a grande parte da população que não se encontrava desperta para acessar tais conhecimentos), nem religião, embora um cabalista autêntico é um místico por natureza em função de ter passado pela experiência do despertar da consciência e ter ciência do mundo espiritual, e os arquétipos fundantes da Cabala encontram-se presentes no background de todas as religiões do mundo. A Cabala não pertence ao judeus e também não é exclusividade de nenhum povo em especial, pois seus princípios arquetípicos se encontram em todas as culturas desde as épocas mais remotas da antiguidade. A Cabala também não é mágica, pois seu foco encontra-se no conhecimento relacional do microcosmos (homem) com o macrocosmos (universos), logo, é um sistema voltado para o autoconhecimento das coisas visíveis e invisíveis, proporcionando ao homem a possibilidade de reconstrução do seu Ser Primordial (Adam Kadmon), ou seja, reconhecer que sua essência é imortal e divina, assim, retornar ao seu “estado paradisíaco”. A Cabala Autêntica, também chamada Cabala Primordial, não tem em seu escopo de ensinamentos práticas supersticiosas e nem crendices religiosas como utilização de fitinhas vermelhas, pantáculos, invocações de círculos mágicos, acompanhamentos lunares, filactérios, símbolos de proteção, jejuns e feriados, orações e rezas poderosas, pois isso tudo faz parte da religiosidade judaica, e não dos princípios cabalísticos. Outra coisa importante, é que todos sem exceção, ao contrário do que os judeus dizem (só poder estudar Cabala a partir dos 40 anos, ser casado e possuir filhos, etc.), podem estudar a Cabala, basta ter um grande sentimento e vontade interior de estar em contato com esses ensinamentos e querer saber sobre o significado da vida.

Agora que já vimos acima tudo o que não corresponde a Cabala, vamos falar do seu poder terapêutico com seus benefícios. O primeiro benefício que a Cabala nos proporciona, é a recordação da situação em que nos encontramos, num estado de sono, e que é preciso despertarmos para uma realidade superior através da lembrança de Si e sua relação com o universo, ou melhor, com a fonte de luz primordial, pois vivemos no mundo do 1% e precisamos aprender a nos conectar com o mundo dos 99%, onde passamos a ter acesso aos arquivos akáshicos, o grande HD cósmico, onde tudo encontra-se registrado e acessível a todo momento àqueles que o acessam. Outro aspecto positivo da Cabala, é que seus ensinamentos capacitam você para uma mudança considerável de vida, mais positiva, eliminando padrões repetitivos e sistemas de crenças limitantes. A Cabala também nos oferece a poderosa ferramenta da meditação, com o intuito de apaziguar a nossa mente inquieta, proporcionando o despertar das faculdades intuitivas e nos trazer para a atenção plena, aumentando o nosso poder de raciocínio, memória e criatividade. A partir desse processo de despertar, você passa a ter uma percepção expandida dos diferentes níveis de realidade, inclusive restabelecendo a percepção metafísica. Outro benefício da Cabala, é a harmonização do seu Ser (individuação) com o Cosmos (totalidade), despertando dentro de si o desejo de receber luz duradoura com o intuito de compartilhar, ou seja, você passa a ser uma pessoa muito mais generosa e misericordiosa perante o mundo, de forma que a sua luz atrairá padrões vibratórios elevados para você e aqueles que encontram ao seu redor. Agora em um nível mais elevado, a Cabala tem o poder de ativar o nosso DNA metafísico proporcionando a eliminação do caos em nossa vida pessoal.


Em síntese, a sua evolução através da Cabala, dependerá exclusivamente de você, do seu interesse sincero, sua disciplina em cima dos estudos e práticas direcionadas e da sua relação consigo mesmo através da maior ferramenta cabalística que é o autoconhecimento, ou seja, quanto mais você se empreender a conhecer a si mesmo, assumindo todas as responsabilidades pela sua existência, não culpando ninguém e suspendendo o juízo, apenas observando o processo, logo você estará vivendo em um novo padrão vibratório, como Jesus disse: Eu e o Pai Somos Um, ou quem vê a mim, vê ao Pai.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Entender a Árvore da Vida consiste em entendermos a nós mesmos.


Por Kadu Santoro

Entender a Árvore da Vida equivale a entendermos a nós mesmos, pois esse sistema gráfico arquetípico é a representação do ser humano em sua plenitude. Poderíamos dizer que é a imagem do divino refletida em nós, a relação do universo (macrocosmo) com o ser humano (microcosmo). Segundo a Qabalah, é o reflexo de Adam Kadmon, o homem perfeito em seu estado primordial.

Segundo a tradição cabalística, ao estudarmos a Árvore da Vida, devemos enxergar essa como a nossa condição a qual devemos atingir, um estado de plenitude e evolução através da Pistis (Conhecimento) Sophia (Sabedoria), que os gnósticos cabalistas representam como o átomo centelha espírito que habita em nós. Uma fagulha que encontra-se acessa dentro de todo ser humano, e que deve ser intensificada através dos estudos da Cabala. Logo, o objetivo do estudo da Qabalah, é nos conduzir a um padrão vibratório mais sutil e elevado, nos proporcionando através do autoconhecimento um despertar da consciência, de forma que ao encaramos os obstáculos da vida, passamos a ter uma postura mais equilibrada e serena, tendo entendimento de tudo o que acontece e que nada acontece por acaso, como dizia Albert Einstein: “Deus não joga dados.”

Esse é o maior objetivo que o estudo da Cabala pode nos proporcionar, um maior conhecimento sobre a tríplice pergunta feita por quase toda a humanidade: De onde vim, aonde estou e para onde vou. E a partir desse início de questionamento, a Cabala oferece-nos ferramentas e subsídios poderosos para essa maior compreensão de si mesmo e do universo.

Por isso que a Cabala esteve fechada a muitos por longo tempo, pois a humanidade ainda não se encontrava apta para tais questionamentos, apenas uns poucos iniciados que tinham acesso a essas informações, e agora, rumando para a segunda década desse milênio, da era de aquário, todos os portais estão abertos, e cabe a cada um perceber que agora é o melhor momento para fazermos o salto quântico, ou seja, passarmos de um nível limitante e exterior, regido pelas religiões, superstições e crendices, para um nível mais elevado de consciência, esse que nenhuma religião de antigamente e de hoje podem mais nos dar respostas, pois segundo a Cabala, tudo se encontra dentro de nós, como dizia Jesus O Cristo: “Eu e o Pai somos Um” e “quem vê a mim, vê ao Pai.

Apesar desse período cósmico de abertura dos portais ascensionais, ainda há muitos aproveitadores, utilizando-se das informações Cabalísticas para seus próprios interesses como um verdadeiro comércio (Cabala disso, Cabala daquilo, etc), utilizando-se ainda de elementos sincréticos e superstições da era das religiões, que ao invés de conduzirmos  a nós para o caminho interior, jogam-nos para fora como as religiões sempre fizeram no passado e até agora.

Aproveitem esse momento de abertura do conhecimento Cabalístico para fazerem o grande salto quântico e mergulhem de cabeça nessa jornada interior, pois fora, é como diz o pregador do livro de Eclesiastes (Qoélet) no capítulo 1: “Não há nada novo debaixo do sol.


Kadu Santoro é Teólogo, Escritor, Consultor em Espiritualidade, Palestrante, Prof. de Qabalah, Terapeuta da Alma, Esoterista e Pesquisador das Ciências da Religião.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O princípio trinitário segundo a Kabbalah.


Por Kadu Santoro

A trindade é o princípio primordial para a criação de toda a existência, pois sem os três aspectos: criador, mantenedor e transformador, não poderia haver existência. A Árvore da Vida é composta por três trindades, também chamada de trigrammaton, lembrando que o Três é Um e esse Um encontra-se no três, estabelecendo assim uma unidade ternária. Para Pitágoras, o número três consistia na primeira figura geométrica, pois era composta por comprimento, profundidade e largura, simbolizada pela figura do triângulo.

A trindade expressa o princípio subjacente ao pleno equilíbrio das leis imutáveis do universo, pois sem esse equilíbrio, não teríamos o cosmos, e sim o caos estabelecido. Portanto, segundo a Cabala, o princípio do equilíbrio nunca é, e nem deve ser permanente, pois tudo encontra-se dentro dos três princípios falados no parágrafo acima: criador, mantenedor e transformador, logo tudo está em constante movimento e transformação. Esse equilíbrio é estabelecido através da reconciliação de ordens conflitantes, pois na Cabala, os opostos são complementares, e por essa razão, no plano físico, os conflitos de ordem exterior e interior do Ser são indispensáveis para que haja evolução e consciência, pois sem o bem, não saberíamos o que é o mau e vice versa. Não pode haver paz e nem harmonia sem que haja o equilíbrio entre os opostos, e esse ponto de equilíbrio é formado pelo terceiro elemento, estabelecendo assim a chamada Lei de 3, formada pelos polos positivo, negativo e neutro. Quando a dualidade se unifica à unidade e a diversidade torna-se igualdade, aí se estabelece o princípio harmônico. O princípio triúno, ou seja a unidade indivisa da trindade, consiste na união equilibrada de dois contrários iniciais por intermédio de um terceiro unificador.

A Árvore da Vida em seu diagrama nos revela a compreensão da natureza trina, através das suas três tríades com suas relações dinâmicas e seus poderes iguais, proporcionando harmonia e progresso nos processos mantenedores e transformadores do universo. O primeiro poder da trindade é o masculino positivo, de caráter estimulante e criativo; o segundo poder é de caráter feminino, receptivo e gerador; e o terceiro poder o neutro, que tem o atributo de estabelecer equilíbrio à dualidade. A dinâmica da trindade funciona da seguinte maneira, o primeiro poder, a força masculina é atraída pelo segundo poder, a força feminina que em seguida se unifica através da tensão entre ambos, logo, a energia liberada produz o que chamamos da física de atrito, imprescindível para o processo de crescimento. Esse atrito produzido devido ao encontro dos dois poderes (positivo e negativo) leva a um processo inter-relacional autogerador, com o propósito de estabelecer o equilíbrio, logo, o três é um e o um é três ao mesmo tempo, que na teologia católica chama-se de Mistério da Santíssima Trindade, tipificando com as imagens do Pai, Filho e Espírito Santo.

A primeira trindade da Árvore da Vida, encontra-se na parte superior da mesma, ligando às sephiras 1 (Kether), 2 (Chokmah), e 3 (Binah); a segunda tríade localizada no centro da árvore, liga as sephiras 4 (Chesed), 5 (Geburah), e 6 (Tiphareth); e a terceira e última tríade, liga as sephiras 7 (Netzach), 8 (Hod) e 9 (Yesod), todas elas representando o padrão de evolução em três etapas. Esse padrão descrito acima, representa o padrão horizontal de evolução segundo a Árvore da Vida, o segundo padrão é o vertical, onde os três pilares (Direito – Misericórdia, Esquerdo – Julgamento e o Central – Equilíbrio), agrupam as dez sephiras da Árvore nas três colunas verticais.

Depois dessa explanação, vale a pena lembrar que as trindades são arquétipos fundantes e encontradas em diversas culturas do mundo como por exemplo, o antigo emblema taoísta com o Yin e Yang que são compostos por duas forças que se complementam no interior de um círculo formando o diagrama unificado da essência suprema. Temos também o modelo trinitário do Egito mitológico, composto por Osíris, Ísis e Hórus, Na Índia Védica a trindade hindu, também chamada de Trimurti composta por Brahma (criador), Vishnu (mantenedor) e Shiva (transformador), na trindade sumeriana, Anu, Enlil e Ea, entre diversas outras. Além desses aspectos aqui abordados sobre a trindade, existem diversos outros relacionados com a Cabala, porém, deixaremos esses para um próximo artigo.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

PREVISÕES CABALÍSTICAS PARA 2017


Por Kadu Santoro

Segundo o calendário gregoriano ocidental, estamos entrando no ano de 2017 da era cristã. Analisando cabalisticamente essa data, através da gematria, temos a seguinte equação: 2017 = 2+1+7=10. Na Árvore da Vida, o número 10 representa a sephira Malkuth, o Reino, local onde nos encontramos densificados. Saímos de 2016 que era 9 (2+1=6=9), Yesod na Árvore da Vida, o Fundamento, ou seja, a preparação para a entrada na terra prometida, o Reino que encontra-se dentro de nós, a vereda interior, logo, estamos entrando numa nova dimensão em 2017, a dimensão do Reino (10), onde esse caminho é também chamado de Inteligência Resplandecente, tendo sua sede em Binah (Compreensão), iluminando o fogo de todas as luzes e emana o poder do princípio das formas, ou seja, a concretização em Malkuth. O lema da lei de três regente em 2017 será estabilidade, unidade e harmonia.

O número 10 consiste no mundo das necessidades, sempre recebendo sem se tornar mais. É o único ramo da Árvore da Vida que tem a característica de acolher e absorver todos os seus poderes única e constantemente dos outros nove ramos acima.

No último ramo da Árvore da Vida, tudo se inter-relaciona e é interdependente dentro da estrutura dos quatro elementos primordiais da vida. Aqui, os poderes inerentes ao Fogo, a Água e o Ar misturam-se com o “pó”, formando o quarto elemento, a Terra.

Para os místicos, o número 10 possui significado especial. Com o décimo ramo da Árvore da Vida, a década de números confirma que os números 1 e 10 são de fato semelhantes. Lembrando do axioma hermético: “Assim como é em cima, da mesma forma é em baixo”... O Um está no Dez, e o Dez encontra-se no Um.

Segundo a Cabala, podemos dizer que esse ano de 2017, é o ano do estabelecimento do Reino, porém, do Reino Interior, da vereda dos Justos (Tzadik), de uma grande transformação da consciência planetária, uma oportunidade para que a humanidade volte-se mais para dentro de si (a terra prometida), o despertar do re-ligare interior, pois estamos no romper da era (Ion) do dia, onde devemos tomar posse das nossas responsabilidades, não culpando mais ninguém pelos nossos fracassos e desprazeres. Será um ano de despertar da maturidade, tanto psicológica quanto espiritual, onde os homens não necessitaram mais dos modelos religiosos já ultrapassados, dos “ismos” predominantes na era da noite, e sim, de um encontro íntimo com o Eu Superior, a nossa Centelha Divina que habita em nós, a comunhão com o Uno.

Segundo a Cabala Astrológica, o ano de 2017 será regido por Saturno. O planeta Saturno é um dos corpos celestes mais incompreendidos e temidos da simbologia astrológica, porque representa tudo aquilo que diz respeito à nossa responsabilidade e às nossas obrigações, conosco e com a sociedade em que vivemos. Ele é considerado como o princípio organizador da vida, logo, crescimento e amadurecimento serão cobrados nesse período. Embora Saturno gere certo temor, devemos olhar para ele como um mestre ancião, como um portador da sabedoria e ponderação, virtudes que não é comum ser encontrada nos outros planetas do panteão astrológico.



Em suma, o que Saturno cobrará de nós, é que sejamos mais sábios e maduros diante à vida, mais responsáveis e conscientes diante às grandes e significativas mudanças que irão ocorrer nesse ano de 2017. Ele nos ajudará a descobrir nossa capacidade de perseverança diante dos desafios, de forma que possamos concretizar nossas metas e objetivos, e sobretudo, assumirmos nossas responsabilidades conosco e com o nosso próximo, com muita astúcia, determinação e coragem. Chegou a hora da humanidade sair da condição infantilizada e medíocre em que se encontra, pois caso contrário, estaremos cavando a nossa própria sepultura e assim seremos excluídos da Árvore da Vida.

domingo, 1 de janeiro de 2017

FELIZ AGORA!



Por Kadu Santoro

Não há ano novo nem ano velho, muito menos o conceito de tempo, pois só existe o agora, o resto são convenções humanas que contribuem para o nosso estado de "sono", que nos mantém presos a tarefas a qual somos condicionados cotidianamente e gerenciadas pelo nosso ego. Inclusive tudo o que escrevi nessas primeiras linhas já não existem mais, pois assim é o pensamento, a mente, mente o tempo todo e quer nos ocupar, com a falsa ilusão que temos que estar sempre em movimento, fazendo algo, e assim, não sobra tempo para sermos quem realmente somos, não há espaço para o silêncio, para a essência, a lembrança de si, o encontro com o nosso Eu Superior. Neste aspecto os orientais tem muito a nos ensinar, pois eles não se ocupam com os por quês e os para quês, apenas vivem o processo em inteira comunhão com as leis da natureza, observando e contemplando tudo o que fazem, colocando a atenção plena desde as pequenas coisas até as grandes, enquanto isso, aqui, na nossa geração pós industrial e consumista, vivemos ocupando todo o nosso tempo em função do "ter", ao invés do "Ser", e isso tem gerado um estado de ansiedade e depressão global no ocidente, pois tudo aqui é feito para fora, para o exterior, e não para si, para o seu interior mais íntimo. Até no campo da espiritualidade ocidental, a religião é uma instituição pragmática, voltada para o ter, para prosperidade, onde seus adeptos vivem preocupados com a forma e não com a essência das mensagens dos grandes mestres espirituais, que por sinal, pregaram totalmente o contrário, a libertação do ego e do desejo para que possamos despertar para um nível consciencial mais elevado, como disse Jesus: meu reino não é desse mundo e ele encontra-se dentro de nós. Logo, uma virada de data, não é motivo para comemoração, essa comemoração deve ser a todo momento, em todo instante, como expressão de gratidão à luz eterna, por mais um agora, e assim por diante, pois só existe o agora. Outra grande diferença no conceito de tempo, é que no oriente, o tempo é cíclico, permitindo sempre a possibilidade de um novo evento, como dizia Jung em sua teoria da sincronicidade, enquanto no ocidente, o conceito de tempo foi cristalizado de forma linear, em passado, presente e futuro nos moldes hegelianos, onde ficamos aprisionados, condenados pelo passado e ansiosos pelo futuro, de forma teológica que só temos essa oportunidade, pois após esse "tempo" só nos restará queimar na eternidade ou viver adorando a Deus por ela. Infelizmente esses conceitos absurdos ainda vivem assombrando as pessoas, e com isso, vivem com medo, deixando de viver o agora, preocupados com esse terrorismo teológico. Para finalizar, deixo uma mensagem de que todos possam ser livres seja em que tempo for, livres para viverem consigo mesmos, livres de toda forma aprisionante de pensamentos, livres de crenças, livres do ego, livres dos juízos de valores, livres de tudo aquilo que vos impedem de caminhar (passado) e lhes produzem ansiedade (futuro), pois só existe o agora, lembre-se sempre de si, proponha encontros com o seu Eu Superior durante o dia, pare por alguns minutos e procure lembrar de si, dessa porção vital que habita em ti que é imortal e encontra-se aprisionada nesse corpo denso, lembrando que despertando nossa consciência crística ou búdica, iremos evoluir para um corpo mais sutil, e assim por diante, até nos tornarmos luz pura. Esse é o processo, e depois de atingir essa iluminação, tudo começa do zero, como chamam os hindus, a noite e o dia de brahma, o símbolo do oito deitado, a condição cíclica do universo. Vivam o novo a cada instante, pois na frente não há nada, apenas projeções da mente, porém, devemos lembrar que nós não somos a nossa mente, e tudo o que ela produz é maya (ilusão), pois a verdade encontra-se além da nossa lógica, na experiência pessoal e intransferível, e não pode ser explicada, apenas vivenciada, e é nesses momentos que nos encontramos com a nossa porção imortal, o nosso verdadeiro Eu. Desejo a todos um FELIZ AGORA COM MUITA PAZ E LUZ!!!