segunda-feira, 31 de março de 2014

CURSO DE KABBALAH

Nesse mês de abril estarei ministrando uma palestra sobre Kabbalah, falando sobre os 3 níveis constitutivos da alma humana segundo a Kabbalah. Uma ótima oportunidade de aproximação hermenêutica entre as mais variadas interpretações e leituras sobre às questões pertinentes à alma humana dentro das mais variadas culturas espalhadas pelo mundo.


3 comentários:

  1. Boa tarde Kadu! voce falou de kabala e dos 3 niveis da 'alma'. Lembrei que li no LIVRO VERMELHO de 'Jung', quando Ele flertava com o "esprito das profundezas", em um de seus Insights, a Alma explica a Jung q a mesma tem que se manter unificada ao superior e ao inferior, caso contrario ele se desintegrara em 3 partes: A alma serpente, a alma humana e a alma celeste. Achei isso interessante....

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  2. Uma ultima pergunta. Freud em um de seus ensaios no livro "Moisés e o monoteismo" faz um resumo do desenvolvimento cultural da cultura hebraica-judaica, no decorrer dos séculos,e defende a idéia de que Javé foi um dia uma divindade egipcia das montanhas,um deus vulcano como tantos outros.

    Mais tarde, bem posteriormente, os descendentes israelitas vão transformar a personalidade de javé no Deus mosaico e soberano sobre todos os deuses. Pergunto se isso seja possivel ( pois para mim um titulo para deus não quer dizer nada ), pois ja ouvi o Rev Caio fabio comentar que usar o "antigo testamento", como fazem os protestantes como exemplo de moral, é lastimavel e chega a ser uma aberração.

    O que vc pensa sobre isso...pois comparado ao NT onde o proprio Cristo diz que prefere a MISERICÓRDIA ao invés DE SACRIFICIOS E OBLAÇÕES, contrastando aqui explicitamente passagens abominaveis do AT.

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    1. Caro Everaldo, quero primeiro agradecer pelas suas colocações reflexivas e inteligentes. A partir desse tema, podemos desenvolver várias leituras. O obejtivo no pensamento de Jung é a totalidade sem dúvida, porém, para que alcancemos isso é necessário o ajuste desses níveis da alma, que na linguagem cabalística representa metaforicamente a subida na árvore da vida. Cada cultura tem seu sistema trinitário como uma espécie de arché (arquétipo) onde representa a dinâmica motriz do universo. Quanto a questão do uso veterotestamentário para estabelecer leis e principios morais, é uma questão delicada, pois a forma que é exercida no meio religioso, é de modo fundamentalista e literal, comprometido com uma boa dose de antropomorfismos e outros "ismos". A leitura do NT é como diz a teologia, a nova aliança (berit), essa que Jesus é o paradigma do homem integral, que traz em sua essência a plenitude trina, ou seja, o perfeito equilíbrio, onde ele mesmo é a representação inplícita da árvore da vida, o modelo que devemos atingir de plenitude. Nessa caminhada da porta e caminho estreitos proposta por Jesus, os sacrifícios já não são exteriores, e sim, interiores, nos convidando a fazer o nosso tikum, que na cabala significa conserto, ajuste, etc...

      Um forte abraço e paz profunda!!!
      Kadu Santoro

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