terça-feira, 30 de março de 2010

É melhor saber viver com pouco e ser feliz


“Melhor é o que se estima em pouco e tem servos do que o que se honra a si mesmo e tem falta de pão” Pv. 12.9


Vivemos em um mundo extremamente materialista, onde as pessoas são cada vez mais seduzidas pelo consumismo selvagem, são valorizadas ou desvalorizadas a partir daquilo que possuem. Vivemos a geração do “Ter” e não do “Ser”. A ganância aumenta a cada dia, as pessoas pagam qualquer preço para alcançar status e prosperidade, porém, ocorre que acumular riquezas não é tão fácil assim, logo surge um problema, que é o fato de que muitas pessoas não se contentam em viver com o que têm, e passam a gastar mais do que na realidade podem, e a ostentar aquilo que na realidade não são.

Essa necessidade de ostentar riquezas e status, é consequência da cobrança da sociedade, que julga as pessoas pela imagem. Mas a maneira com que as pessoas valorizam as aparências, acaba levando muitos a cometerem erros, e porque não dizer gastos que estão além de suas possibilidades.

O resultado de tudo isso, são dívidas, frustrações e dificuldades, que na realidade, não precisavam existir. Esta situação acaba levando as pessoas, às vezes, a não terem nem o que comer, e a viverem um drama existencial, que vai virando uma verdadeira bola de neve.

O homem sábio e prudente, não se deixa iludir por esses pensamentos, e vence uma grande barreira, se livrando de uma série de problemas. Ele vive a sua realidade, ao invés de viver uma fantasia, assim, ele vive contente com o que possui e realiza o que está ao seu alcance, vive uma vida dentro de padrões verdadeiros, padrões este, que não lhe permitem gastar o fruto de seu trabalho com coisas supérfluas que não edificam em nada em sua vida, mas que é o suficiente para suprir suas necessidades e de sua família.

Dificilmente este homem fica angustiado, pois o seu senso de realidade o mantém lúcido com os pés no chão. As armadilhas da ganância humana e da ilusão das riquezas não conseguem seduzí-lo, pois sabe que não passam de meras ilusões. O homem sensato e sábio, procura buscar a cada dia valores mais elevados, pois as coisas terrenas são passageiras e deixam marcas profundas naquele que não tem sabedoria e prudência. A verdadeira riqueza para o sábio, não está na acumulação, e sim na partilha.

Pense nisso,

Kadu Santoro

3 comentários:

  1. Perfeito seu comentário, Kadu. Eu mesmo já passei por ambições e ilusões que só me trouxeram angústias e frustações, me gerando uma crise existencial e uma depressão que até hoje sofro com as consequências. O segredo está em saber equilibrar as coisas materiais com o espiritual, pois no fundo sabemos que nossa passagem por aqui é muito curta e ninguém ficará pra semente. Sendo assim, que sentido tem ficarmos obcecados com acúmulo de riquezas e status para daí a alguns anos tudo se perder com o tempo? Parabéns pelo post. Luís Fernando

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  2. Olá pessoal. Estou escrevendo essa entre-linhas pelo motivo de eu ter brigado a semana toda com minha mulher com quem sou casado. Tenho 2 filhas lindas. Mas minha mulher não consegue ficar nem se quer 5 dias com R$ 1.000 reais na mão, daí o dinheiro acaba gastando com coisas supérfluas; é quando começa o estres em casa. Lendo este pensamento do Kadu me encorajou mais a ensiná-la a convivermos com o pouco que ganhamos. Obrigado

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  3. Acontece que nem é a quantidade de dinheiro que julga, suportar aquele chefe chato a vida inteira , aqueles clientes sem educação , ou arriscar sua vida no trânsito como o motoboy faz, ou expor sua saúde trabalhando em minas subterrâneas, ou sendo um empresário da turma do "Rivotril" tomando sacolada de remédio pra estress ,angustia insonia,depressão .Já parou pra imaginar passamos a maior parte de nosso tempo em função do dinheiro. Enfim o dinheiro nos escravisa de alguma forma na riqueza ou na pobreza. Acho que o mais racional é viver pelo que vale a pena , e isto é pessoal pra cada um .O Dinheiro alavanca o progresso, destrói o ser humano e o planeta em que ele vive!

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